SEMANA 12

 

SEMANA 12 - 09/11 à 14/11


LÍNGUA PORTUGUESA (Segunda-feira)

1- Leia com atenção o texto abaixo, em seguida utilize o dicionário para significar as palavras sublinhadas no texto:

ATENÇÃO

Você deverá confeccionar seu próprio dicionário, utilizando um bloco de anotações, um caderno ou até mesmo confeccionando um com folhas de ofício. Nele será colocado as letras em ordem alfabética e a cada aula você irá acrescentando as palavras e seus significados pesquisados, conforme orientação da professora.

Obesidade IObesidade Infantil e na Adolescência

    A obesidade não é mais apenas um problema estético, que incomoda por causa da “zoação” dos colegas. O excesso de peso pode provocar o surgimento de vários problemas de saúde como diabetes, problemas cardíacos e a má formação do esqueleto.

    Cerca de 15% das crianças e 8% dos adolescentes sofrem de problemas de obesidade, e oito em cada dez adolescentes continuam obesos na fase adulta.

    As crianças em geral ganham peso com facilidade devido a fatores tais como: hábitos alimentares errados, inclinação genética, estilo de vida sedentário, distúrbios psicológicos, problemas na convivência familiar entre outros.

    As pessoas dizem que as crianças obesas ingerem grande quantidade de comida. Esta afirmativa nem sempre é verdadeira, pois em geral as crianças obesas usam alimentos de alto valor calórico que não precisa ser em grande quantidade para causar o aumento de peso.

Consumo demasiado de alimentos gordurosos

    Como exemplo podemos citar os famosos sanduíches (hambúrguer, misto-quente, cheeseburguer etc) que as mamães adoram preparar para o lanche dos seus filhos, as batatas fritas, os bifes passados na manteiga são os verdadeiros vilões da alimentação infantil, vindo de encontro ao pessoal da equipe de saúde que condenam estes alimentos expondo os perigos da má alimentação aos pais onde alguns ainda pensam que criança saudável é criança gorda. As crianças costumam também a imitar os pais em tudo que eles fazem, assim sendo se os pais tem hábitos alimentares errados acaba induzindo seus filhos a se alimentarem, do mesmo jeito.

Falta de atividades físicas

    A vida sedentária facilitada pelos avanços tecnológicos (computadores, televisão, videogames, etc), fazem com que as crianças não precisem se esforçar fisicamente a nada. Hoje em dia, ao contrário de alguns anos atrás, as crianças devido a violência urbana a pedido de seus pais, ficam dentro de casa com atividades que não as estimulam fazer atividades físicas como correr, jogar bola, brincar de pique etc.,  levando-as a passarem horas paradas enfrente a uma tv ou outro equipamento eletrônico quase sempre com um pacote de biscoito ou um sanduíche regados a refrigerantes. Isto é um fator preocupante para o desenvolvimento da obesidade.

Ansiedade

    Não são apenas adultos que sofrem de ansiedade provocados pelo stress do dia a dia. os jovens também são alvos deste sintoma, causados, por exemplo, por preocupações em semanas de prova na escola ou tensão do vestibular, entre outros. A ansiedade os faz comer mais. É como se fosse uma comilança compulsiva, sem fome.

Depressão

    Pessoas com sintomas de depressão, sofrem alterações no apetite podendo emagrecer ou engordar.     Algumas pesquisas comprovaram que a pessoa deprimida, geralmente não pratica atividades físicas e come mais doces, principalmente, o chocolate.

Fatores hormonais

    A obesidade pode ainda ter correlação com variações hormonais tais como: excesso de insulina, deficiência do hormônio do crescimento, excesso de hidrocortizona, os estrógenos, etc.

Fatores Genéticos

    Algumas pesquisas já revelaram que se um dos pais é obeso, o filho tem 50% de chance de se tornar gordinho, e se os dois pais estão acima do peso, o risco aumenta para 100% . A criança que tem pais obesos corre o risco de se tornar obesa também porque a obesidade pode ser adquirida geneticamente.

Prevenção é a palavra chave para evitar a obesidade. Aqui vão algumas dicas recomendadas por médicos e nutricionistas para que você se previna contra esse mal e tenha uma vida sempre saudável:









     Seguir uma alimentação balanceada, rica em frutas, legumes e verduras.

     Respeitar os horários das refeições e não beliscar guloseimas entre um intervalo e outro.

     Evitar alimentos gordurosos, como doces, frituras e refrigerantes

Praticar atividades físicas, sejam esportes no colégio ou academia, desde que seja orientado por um profissional. Caminhar é a melhor pedida, pois qualquer pessoa pode.

       Beba bastante água, pelo menos 2 litros por dia. A água é importantíssima
 no bom desempenho das funções do organismo.Principalmente para quem pratica
 atividades físicas, pois mantém o corpo sempre hidratado.

 

Leitura da música “Farinha” páginas 52 e 53 do Livro VEM VOAR DE LÍNGUA PORTUGUESA (capa laranja) e realização dos exercícios de interpretação e compreensão das páginas 53, 54, 55, 56 e 57.

PRODUÇÃO DE TEXTO

Escreva um texto sobre o quadrinho abaixo,  baseado no que aprendeu com o texto acima. Faça esta produção no caderno de Língua Portuguesa. Não esqueça de deixar parágrafos, iniciar frases com letra maiúscula, diálogos sempre com travessão no início e não esqueça do título.




CIÊNCIAS (quarta-feira)








MATEMÁTICA (Quarta-feira)

Números em nosso corpo

O tubo digestivo, da boca ao ânus, mede entre 7 e 10 metros. As células que revestem o estômago e o intestino são todas trocadas a cada três dias. Nas gengivas, elas se renovam a cada duas semanas. O alimento engolido leva apenas 4 a 8 segundos para chegar ao estômago. O fígado produz diariamente 0,5 litros de bílis. Os rins precisam de 50 minutos para, com a ajuda das bebidas e da água dos alimentos filtrarem o sangue. Isso resulta, num único dia, em 180 litros de sangue limpo e 1,5 litro de urina liberada.

A cada respiração, é inalado meio litro de ar. Calculando-se um ritmo médio de 12 respirações por minuto (quando se está tranquilo), entram para os pulmões 17.000 litros de ar por dia. Os cílios, minúsculos fios de mucosa que revestem as células da traquéia e dos pulmões, empurram a sujeira do ar ser expelida, numa velocidade de 12,7, milímetros por minuto.

Números grandes em nosso corpo

O cérebro do homem pesa cerca de 1,4 quilo e o da mulher 1,25 quilo, e abriga 25 bilhões de neurônios.

As células de nosso corpo são mais de 202 bilhões. Algumas vivem 1,5 dias, apenas.

Ao longo da pele estão distribuídas 2 milhões de glândulas sudoríparas, responsáveis pela irrigação e desintoxicação da pele, por meio do suor.

O corpo humano possui 5 milhões de pêlos, 150.000 deles na forma de cabelos.

FONTE: REVISTA SUPERINTERESSANTE - digita

 

NO TEXTO ACIMA TAMBÉM EXISTEM PALAVRAS SUBLINHADAS QUE DEVEM TER O SEU SIGNIFICADO PROCURADO NO DICIONÁRIO E ACRESCENTADAS NO DICIONÁRIO QUE VOCÊS VÃO CONFECCIONAR.

 

 O texto dá várias informações numéricas sobre nosso corpo e seu funcionamento. leia o sempre que achar necessário e responda as perguntas:

1)      Sabendo que 1 metro= 100cm, que medidas poderiam representar a distância aproximada da boca ao ânus, em centímetros, informada no texto? Coloque um X nas opções possíveis.

(  ) 8m= 80cm         (  ) 8m= 800cm       (  )11m=1,10cm            (  )9m+900cm

2)      O texto informa que a cada respiração é inalado MEIO LITRO de ar. Como ficaria esse valor em algarismos?

(  )1,5L                    (  ) 1,2 L           (  )0,5 l                     (  )0,2L

3)      Uma pessoa tranquila inspira 12 vezes por minuto. Após cinco minutos terá inspirado quantas vezes? _____________________

 

 

Atividades do livro VEM VOAR DE MATEMÁTICA (capa verde) sobre “Probabilidades” nas páginas 180, 181, 182 e 183.

 

 

ARTES: (Sábado)

 

Faça uma releitura da obra de Tarsila do Amaral “ O vendedor de frutas”. divida o desenho feito ao meio e pinte um lado dele usando as cores quente e do outro as cores frias. Consulte o material da semana passada para relembrar quais são as cores quentes 


HISTÓRIA (Quinta-feira)

Para esta semana você deverá fazer a leitura do texto e criar um breve resumo (15 à 20 linhas) das partes consideradas por você mais importantes do texto. Não esqueça de conversar com sua família sobre alguma superstição que tenham em relação aos alimentos e misturas deles e acrescentar ao seu texto.

História da cozinha brasileira

A culinária do Brasil é fruto de uma mistura de ingredientes europeus e de povos indígenas e africanos. Muitas das técnicas de preparo e ingredientes são de origem indígena, tendo sofrido adaptações por parte dos escravos e dos portugueses.

Esses últimos faziam adaptações dos seus pratos típicos, substituindo os ingredientes faltantes por correspondentes de origem local. A feijoada, prato típico do país, é um exemplo disso.

Os escravos trazidos ao Brasil desde fins do século XVI, somaram à culinária nacional elementos como o azeite-de-dendê e o cuscuz. As levas de imigrantes recebidas pelo país entre os séculos XIX e XX, vindos em grande número da Europa, trouxeram algumas novidades ao cardápio nacional e concomitantemente fortaleceu o consumo de diversos ingredientes.

Hoje, podemos dizer que a culinária brasileira é resultado de uma grande miscigenação. Vamos conhecer um pouco de cada influência?

 

A culinária indígena brasileira

Moqueca, caruru, paçoca, tapioca, beiju, mingau são apenas alguns das receitas mais conhecidos e das formas de preparar ingredientes com influência indígena.

Os ingredientes da alimentação básica dos índios era a macaxeira (mandioca, ou aipim), milho, raízes, algumas folhas e frutos de palmeiras como: palmito, cocos, carnes de caças, peixes, castanhas e frutos silvestres.

Outro ponto importante: a caça era uma das principais fontes de alimento para o indígena. Porco-do-mato, paca, veado, macaco, javali, capivara, cutia, tatu, gato-do-mato e anta faziam parte da sua dieta.

Há uma grande quantidade de alimentos de origem indígena, assim como a forma de prepará-los e de consumi-los, que foram assimilados pela culinária brasileira. Podemos dizer com certeza que o grande destaque é a mandioca.A mandioca continua sendo um dos alimentos mais consumidos pela população brasileira. Três quartos do Brasil consomem diariamente farinha de mandioca, numa variedade impressionante de pratos: “piracuí”, a farinha de mandioca misturada à farinha de peixe bem seco e socados no pilão; pirão, farinha de mandioca misturada ao caldo de peixe; e o tradicional tutu. Tacacá, prato tradicional do Pará, tem dois de seus componentes representados pela mandioca: a goma de tapioca e o tucupi; e o pato no tucupi, que tem como componente o tucupi, subproduto da mandioca.

Além desses, existe ainda uma grande variedade de biscoitos, bolos, bolinhos, broas, farofas, mingaus, pudins, purê, roscas, sequilhos e molhos, entre eles o tucupi e o quinhapira.

Outro ingrediente de grande destaque que comprova a presença indígena em nossa alimentação é o milho. Com o milho, os indígenas preparavam: a “acanjic”, canjica; a “abatiuy”, farinha de milho; a “pamuna”, pamonha; o mingau feito com milho pilado, conhecido como munguzá; e a popular pipoca. Da mesma forma como com a farinha de mandioca, com a farinha de milho prepara-se variedade semelhante.

A influência da colonização na gastronomia brasileira

Como vimos, a gastronomia brasileira já possuía suas particularidades antes da chegada dos europeus no continente. Porém, foi no século XVI, quando chegaram os primeiros europeus, que se iniciou o choque de culturas e de costumes gastronômicos. Os portugueses, acostumados com comidas que deveriam durar uma travessia do Atlântico, apresentaram aos nativos comidas como as carnes secas, o toucinho, a cerveja, e os peixes salgados.

A batata, a farinha de trigo, os tomates e os molhos de tomate estavam presentes durante toda a colonização, mas ficaram ainda mais na virada do século 20, com a chegada dos imigrantes italianos.

Em troca dessas novas iguarias, os europeus conheceram os alimentos cultivados pelos indígenas, como a mandioca, o milho, diversos tipos de peixes, verduras, legumes e frutas.

Posteriormente, dos imigrantes chegados ao Brasil do século XIX ao início do século XX, como alemães, italianos, espanhóis, sírio-libaneses, japoneses, foram os alemães e italianos que deixam maiores influências na culinária nacional.

Os alemães não muito numerosos, vindos de diferentes regiões da Alemanha e limitados ao Sul e Sudeste do país apenas reforçam o consumo de gêneros já utilizados pelos portugueses como a cerveja, a carne salgada, sobretudo de porco, e as batatas. Ao mesmo tempo em que mantêm o consumo de alguns gêneros como as salsichas, a mortadela, o toucinho e a cerveja, mostram-se adaptativos substituindo o que lhes falta da terra natal por matérias-primas locais. As comidas típicas da Alemanha não se difundem pelo país.

Os italianos por sua vez, em maior número e mais espalhados pelo território nacional conseguem impor as massas de farinha de trigo e os molhos. O macarrão italiano tornou-se alimento complementar, ao lado da farofa, do feijão, do arroz e das carnes. Além do macarrão, outras massas italianas foram trazidas como a pizza, o ravioli e a lasanha e outras comidas que não massas como os risottos e a polenta. Divulgaram também o sorvete como doce e sobremesa. Fortaleceram o gosto pelo queijo, usado em todas as massas, tanto que o queijo passa a ser consumido junto com doces e frutas, como com a goiabada, ou sozinho, assado.

A cultura africana dentro da comida no Brasil

Nosso cardápio tem forte influência negra: os temperos, o preparo e o ritual que para as religiões afro-brasileiras passa pelo alimento destinado a cada orixá.

A alimentação cotidiana na África por volta do século XVI incluía arroz, feijão (feijão-fradinho), milhetos, sorgo e cuscuz. A carne era em sua maior parte da caça abundante de antílopes, gazelas, búfalos, aves, hipopótamos e elefantes. Pescavam pouco, de arpão, rede e arco. Criavam gado ovino, bovino e caprino, mas a carne dos animais de criação era em geral destinada ao sacrifício e trocas; serviam como reserva monetária. Preparavam os alimentos, assando, tostando ou cozendo-o e para temperar a comida tinham apreço pelas pimentas, mas também utilizavam molhos de óleos vegetais, como o azeite de dendê que acompanhavam a maioria dos alimentos.

O escravo era apresentado aos gêneros brasileiros antes mesmo de deixar a África, recebendo uma ração de feijão, milho, aipim, farinha de mandioca e peixes para a travessia. A base da alimentação escrava não variava de acordo com a função que fosse exercer, quer fosse nos engenhos, nas minas ou na venda. Essa base era a farinha de mandioca. Ela variava mais em função de seu trabalho ser urbano ou rural e de seu proprietário ser rico ou pobre. A alimentação dos escravos nas propriedades ricas incluía canjica, feijão-preto, toucinho, carne-seca, laranjas, bananas, farinha de mandioca e o que conseguisse pescar e caçar; nas pobres era de farinha, laranjas e bananas. Nas cidades, a venda de alguns pratos poderia melhorar a alimentação do escravo através dos recursos extras conseguidos. Os temperos usados eram o açafrão, o óleo de dendê e o leite de coco. Este último tem sua origem nas Índias e seria usado na costa leste da África já no século XVI, sendo trazido para o Brasil onde é utilizado para regar peixes, mariscos, o arroz-de-coco, o cuscuz, o mungunzá e ainda diversos outras iguarias.

Prato apreciado no Brasil atualmente, o cuscuz era conhecido em Portugal e na África antes da chegada dos portugueses ao Brasil. Surgido no norte da África, entre os berberes, ele podia ser feito de arroz, sorgo, milhetos ou farinha de trigo e consumido com frutos do mar. Com o transporte do milho da América ele passou a ser feito principalmente deste. No Brasil é por regra, consumido doce, feito com leite e leite de coco, a não ser o cuscuz paulista, consumido com ovos cozidos, cebola, alho, cheiro-verde e outros legumes.

As superstições da cozinha brasileira

Comer manga e tomar leite

Um mito clássico e histórico. Na verdade, a associação da fruta e da bebida não tem nada de maléfica e é bem saudável. Essa crença tem origem nos tempos coloniais, onde o leite era considerado como um produto “raro”. Ou seja, apenas a elite era capaz de pagar pelo leite. Para evitar confusão, os “senhores” diziam aos escravos que a mistura desses dois elementos podia levar à morte.

Lentilha na virada do ano

Grãos, como por exemplo a lentilha, possuem o formato de moedas. É comum em muitos países as pessoas comerem algum tipo de grão para ganhar dinheiro e ter um Ano-Novo próspero. Algumas pessoas também afirmam que comer uma ervilha em cada dia do ano traz sorte.

Jogar sal sobre os ombros, o que significa?

O sal já foi considerado como algo extremamente valioso em alguns períodos da história do Brasil. Dessa forma, desperdiçá-lo poderia ser um ato passível de punição que, inclusive, poderia levar à morte de quem o utilizasse de forma inadequada. Durante algum tempo, jogar sal sobre o ombro esquerdo poderia ser considerado como um castigo. A origem dessa lenda popular está nos os povos turcos. Mas por outro lado, também era algo que poderia ser feito para "expulsar demônios", visto que a crença era de que sempre havia um sobre nosso ombro, nos incentivando a fazer algo errado.

Comer uvas para ter sorte

No Brasil, esta é uma das superstições presentes na noite de virada do Ano Novo. Segundo aqueles que acreditam, basta comer 12 uvas verdes a meia-noite do dia 31 de dezembro. O objetivo é garantir muito dinheiro no bolso para o próximo ano. Mas ainda existe outra possibilidade: comer 12 uvas e guardar suas sementes em um guardanapo. Em seguida, guardar o guardanapo na carteira sem prazo. Segundo a superstição, essas sementes atraem dinheiro.


ENSINO RELIGIOSO (Sexta-feira)

 OS ALIMENTOS SAGRADOS NAS RELIGIÕES

Neste texto, traremos a riqueza do universo simbólico, representado através dos Alimentos Sagrados presentes nas diferentes organizações religiosas. Muitos rituais são feitos com o foco em Alimentos Sagrados específicos, seja no seu uso ritualístico ou na sua proibição dada a forte conexão entre eles. “A identidade religiosa é, muitas vezes, uma identidade alimentar”.

Ser judeu ou muçulmano, por exemplo, implica, entre outras regras, não comer carne de porco. Ser hinduísta é ser vegetariano. O cristianismo ordena sua cerimônia mais sagrada e mais característica em torno da ingestão do pão e do vinho, como corpo e sangue divinos.

No Candomblé que é uma religião brasileira de matriz Africana, por exemplo, os rituais são regidos pelos orixás e seus Ebós (oferendas em alimentos). Assim, podemos afirmar que o Candomblé é uma Religião baseada no culto aos Orixás por meio de alimentos.

 Da mesma forma os povos indígenas brasileiros em sua rica cultura possuem uma variada gama de alimentos considerados Sagrados e também fazem uso desses alimentos em rituais Além disso, vários alimentos indígenas possuem mitologias sobre sua origem e sacralidade. “Abguar Bastos pesquisou os hábitos alimentares dos povos indígenas e chamou de “Pantofagia” o ato de comer de tudo.

 Os alimentos de resguardo: são aqueles incentivados ou proibidos de serem consumidos durante um período ligado a um rito de passagem.

Os alimentos interditos: são aqueles proibidos a toda a comunidade indígena, como fêmeas grávidas ou animais considerados mágicos.

Os alimentos recompensatórios: são geralmente reservados aos homens que realizam alguma atividade muito trabalhosa.

Os alimentos privativos: são aqueles reservados a certos indivíduos ou grupos. Entre os indígenas Suyá, do Mato Grosso, apenas os homens podem comer os miúdos da anta.

Os alimentos “sagrados”: Os pajés dos indígenas Marubo, do sudoeste do Amazonas, usam o canto para curar as doenças. Há casos em que esses pajés cantam sobre um pote de mingau, que depois é oferecido ao doente. Durante a festa Kariana, um rito de passagem feminino, os pajés benzem e jogam fumaça sobre a comida que será consumida pelas meninas; normalmente beiju com molho de pimenta, peixe cozido e uma cabeça de peixe.

Nas organizações religiosas Orientais, assim como em Religiões Nativas e Africanas os Alimentos Sagrados são parte integrante dos rituais religiosos e são comuns as oferendas na forma de alimentos para deuses e espíritos. As famílias japonesas de tradição zen-budista costumam ter em suas casas um altar contendo uma imagem de Buda, memoriais, com os nomes dos antepassados e outros familiares falecidos, vela, incensário e vaso para flores. Há também uma taça para a oferta de água. Diariamente, alguém da família troca a água, acende a vela, oferece incenso e faz a leitura de um sutra – texto sagrado budista – em frente ao altar. Oferecem também um pouquinho de arroz e, frequentemente, se oferece uma fruta, como maçã, pera, laranja, ou algum doce.

 Agora responda as atividades

1. Escreva os nomes de todos os Alimentos Sagrados que aparecem no texto acima:

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2. Escreva os nomes de quatro (04) Religiões que aparecem no texto:

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3. Escreva aqui a parte que mais chamou a sua atenção no texto.

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4. Escolha e desenhe 06 Alimentos Sagrados que aparecem no texto e pinte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5. Pesquise com sua família se na religião seguida por vocês existe algum alimento sagrado usado durante algum ritual ou uma tradição seguida pela família usando alimentos para expressar a sua fé.

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